Discriminação e Preconceitos

 em Gênero
O que nos leva a classificar pessoas e a produzir preconceitos?

O preconceito e a discriminação é uma condição social e cultural, arraigado nas relações raciais, de identidade de gênero. Vemos um grande preconceito dirigido às pessoas que se diferenciam dos padrões sociais, em quaisquer instância.

Nos países ditos democráticos a escolha da sexualidade humana é um direito legitimado, todos tem o direito de se relacionar com o parceiro e parceira que desejem. Ainda que essa escolha seja legítima, ainda existe muita intolerância, discriminação e violência contra a diversidade sexual. No Brasil esses comportamentos discriminatórios e violentos ainda são muito fortes.

Discriminação e Preconceitos

Essa discriminação com relação à escolha de gênero, leva a um grande sofrimento pessoas que vivem a homossexualidade e, mais ainda, aquelas que vivem a transexualidade.

O caricaturista Laerte, em depoimento, diz que enquanto negava à sociedade sua preferência sexual, negava a si mesmo, isso causava uma grande angústia e ansiedade. Ao aceitar a escolha homossexual diante do outro e posteriormente a transexualidade, sentiu que pode viver melhor com menos ansiedade. “As tensões continuavam, mas com uma certa paz”, relata.

A falta de apoio de familiares, principalmente do pai e da mãe, agrava muito o conflito interno das pessoas que descobrem sua preferência de gênero.

Muitos transexuais vivem sem revelar socialmente a mudança de identidade, pelo medo de serem marginalizados. Essas pessoas normalmente são rejeitadas nos grupos que frequentam: nas escolas, nas faculdades, no trabalho, são motivos de chacota, pouco são levadas a sério. Por mais que sejam competentes na sua profissão, nos seus estudos, ainda sofrem sérias discriminações.

A mudança de comportamento social, deve ser uma luta de todas as pessoas. O olhar para o outro na sua singularidade, na sua essência é um dever, uma obrigação. Minimizar o sofrimento daquela pessoa que quer ser feliz e compreendida na escolha da sua vida profissional, do lugar onde quer habitar, da roupa que deseja vestir e da pessoa que quer se relacionar, é uma obrigação social. Aceitar que são escolhas, simplesmente.

Em cada pessoa a sexualidade é vivida de modo particular. Existem casos de transexuais que escolhem viver sua sexualidade com uma pessoa do mesmo sexo. P.ex. um rapaz que faz a cirurgia de retirada do pênis, tem o comportamento feminino e se relaciona com mulheres. São escolhas. A orientação sexual pode não estar relacionada ao desejo, são coisas distintas.

No Brasil e em outros países ocidentais, que as instituições religiosas tem grande peso de influência na sociedade, se vive um maior preconceito e discriminação com as escolhas de identidade de gênero que foge ao que é pré-estabelecido. As orientações sexuais são direcionadas por uma sociedade moralista.

A lógica binária estabelece que o homem por ter pênis tem que se relacionar com mulheres e a mulher por ter vagina, tem que se relacionar com homens. Esse formato de relacionamento começa a ser repensado mais fortemente a partir do século 21. A lógica deve ser aquela interna de cada pessoa! As Orientações e preferências de como queremos viver nossa sexualidade tem que ser uma luta de todos.

Devemos lutar pela mudança dentro de nós , para que aconteça a verdadeira transformação social!!!

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